{"id":83,"date":"2011-11-28T20:18:49","date_gmt":"2011-11-28T23:18:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.semeru.com.br\/blog\/?p=83"},"modified":"2022-12-20T18:09:07","modified_gmt":"2022-12-20T21:09:07","slug":"os-frameworks-ageis-de-desenvolvimento-de-software","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.semeru.com.br\/blog\/os-frameworks-ageis-de-desenvolvimento-de-software\/","title":{"rendered":"Os frameworks \u00c1geis de Desenvolvimento de Software"},"content":{"rendered":"<p>A maioria dos conceitos adotados pelos frameworks \u00e1geis nada possuem de novo. A principal diferen\u00e7a entre essas frameworks e\u00a0 as metodologias tradicionais s\u00e3o o enfoque e os valores. As frameworks \u00e1geis enfocam as pessoas e n\u00e3o os processos ou algoritmos como as metodologias tradicionais. Al\u00e9m disso, existe a preocupa\u00e7\u00e3o de gastar menos tempo com documenta\u00e7\u00e3o e mais com a implementa\u00e7\u00e3o. Propiciando assim maior intera\u00e7\u00e3o entre desenvolvedores e clientes (ALVES, 2009).<\/p>\n<h3>O Manifesto \u00c1gil<\/h3>\n<p>Percebendo que a industria de software apresentava um grande numero de casos de fracasso, alguns lideres experientes adotaram modos de trabalho opostos \u00e0s metodologias tradicionais. Nesse sentido em 2001, durante uma reuni\u00e3o realizada por 17 desses lideres, concluiu-se que desenvolver software \u00e9 algo complexo demais para ser definido por um \u00fanico processo. O desenvolvimento de software depende de muitas vari\u00e1veis e principalmente \u00e9 realizado por pessoas em praticamente todas as etapas do processo (BASSI FILHO, 2008). Nesse encontro chegaram a um concenso quanto a alguns princ\u00edpios que levavam a bons resultados. Entretanto concluiram que uma metodologia unificada seria incapaz de atender todas as particularidades (SOUZA NETO, 2004). Desse trabalho surgiu o Manifesto \u00c1gil cujo foco era o cliente e a agilidade no desenvolvimento de softwares.<\/p>\n<p>O Manifesto \u00c1gil valoriza quatro principios centrais, que resumem bem o foco do novo processo (BEEDLE, 2001).<\/p>\n<ol start=\"1\">\n<li>Indiv\u00edduos e intera\u00e7\u00e3o entre eles mais que processos e ferramentas<\/li>\n<li>Software em funcionamento mais que documenta\u00e7\u00e3o abrangente<\/li>\n<li>Colabora\u00e7\u00e3o com o cliente mais que negocia\u00e7\u00e3o de contratos<\/li>\n<li>Responder a mudan\u00e7as mais que seguir um plano<\/li>\n<\/ol>\n<p>Ap\u00f3s a divulga\u00e7\u00e3o do Manifesto \u00c1gil surgiram e\/ou ganharam destaque uma ampla gama de novos frameworks \u00c1geis. Dentre as quais as mais conhecidas s\u00e3o eXtreme Programming (XP), a Scrum e a TDD. Essas frameworks mantem, entre si, muitas caracter\u00edsticas em comum e geralmente diferen\u00e7as sutis. De acordo com Pressman (2006) essas frameworks ressaltam quatro t\u00f3picos-chave: s\u00e3o equipes de desenvolvimento pequenas, entre 2 e 10 membros, que se auto organizam; priorizam mais o desenvolvimento em detrimento da documenta\u00e7\u00e3o; reconhecem aceitam a mudan\u00e7a al\u00e9m de valorizarem e estimularem a comunica\u00e7\u00e3o tanto entre os membros da equipe quanto entre a equipe e o cliente.<\/p>\n<p>Outras caracter\u00edsticas n\u00e3o citadas por Pressmam mas que merecem destaque s\u00e3o o fato de serem mais utilizadas em projetos pequenos, embora possam ser aplicadas em grandes projetos. Al\u00e9m disso, assim como no PU os agilistas adotam o desenvolvimento iterativo a fim de maximizar o feedback e minimizar riscos.<\/p>\n<h2>Treinamentos relacionados com essa postagem<\/h2>\n<p><a href=\"https:\/\/pub.erudio.com.br\/kr\/blog_agile\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><br \/>\n<img decoding=\"async\" style=\"max-width: 107%;\" title=\"Agile desmistificado com Scrum, XP, Kanban, Spotify e Trello\" src=\"https:\/\/raw.githubusercontent.com\/leandrocgsi\/blog-images\/main\/05-agile.png\" \/><br \/>\n<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/pub.erudio.com.br\/kr\/blog_trello\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> <img decoding=\"async\" style=\"max-width: 107%;\" title=\"Trello 2023: Gest\u00e3o Otimizada de Equipes e Projetos Pessoais\" src=\"https:\/\/raw.githubusercontent.com\/leandrocgsi\/blog-images\/main\/04-trello.png\" \/><br \/>\n<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/pub.erudio.com.br\/kr\/blog_spotify\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> <img decoding=\"async\" style=\"max-width: 107%;\" title=\"Spotify Engineering Culture Desmistificado\" src=\"https:\/\/raw.githubusercontent.com\/leandrocgsi\/blog-images\/main\/06-spotify.png\" \/><br \/>\n<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/pub.erudio.com.br\/kr\/blog_scrum_remote\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> <img decoding=\"async\" style=\"max-width: 107%;\" title=\"Agile e Scrum para Times em Home Office com Trello\" src=\"https:\/\/raw.githubusercontent.com\/leandrocgsi\/blog-images\/main\/23-scrum-remote.png\" \/><br \/>\n<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/pub.erudio.com.br\/kr\/blog_kanban_remote\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> <img decoding=\"async\" style=\"max-width: 107%;\" title=\"Agile e Kanban para Times em Home Office com Trello\" src=\"https:\/\/raw.githubusercontent.com\/leandrocgsi\/blog-images\/main\/21-kanban-remote.png\" \/><br \/>\n<\/a><\/p>\n<h2>Refer\u00eancias:<\/h2>\n<p>ALVES, S\u00e9rgio de Rezende; ALVES, Andr\u00e9 Luiz. <strong>Engenharia de Requisitos em Metodologias \u00c1geis.<\/strong>\u00a0 Goi\u00e2nia: Universidade Cat\u00f3lica de Goi\u00e1s (PUC \u2013 Goi\u00e1s), 2009. Dispon\u00edvel em: &lt; http:\/\/www.cpgls.ucg.br\/ArquivosUpload\/1\/File\/V%20MOSTRA%20DE%20PRODUO%20CIENTIFICA\/EXATAS\/10-.PDF &gt; acesso em: 04 abr. de 2011.<\/p>\n<p>BASSI FILHO, Dairton Luiz. <strong>Experi\u00eancias com Desenvolvimento \u00c1gil. <\/strong>S\u00e3o Paulo: USP \u2013 Istituto de Matem\u00e1tica e Estat\u00edstica da Universidade de S\u00e3o Paulo, 2008.<\/p>\n<p>SOUZA NETO, Oscar Nogueira de. <strong>An\u00e1lise Comparativa das Metodologias de Desenvolvimento de Softwares Tradicionais e \u00c1geis. <\/strong>Bel\u00e9m: Unama \u2013 Universidade da Amaz\u00f4nia, 2004.<\/p>\n<p>PRESSMAN, Roger S. <strong>Engenharia de Software <\/strong>: 6 ed. S\u00e3o Paulo: McGraw Hill\/Nacional, 2006.<\/p>\n<p>BEEDLE, Mike et al. <strong>Manifesto para o desenvolvimento \u00e1gil de software.<\/strong> Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/manifestoagil.com.br\/&gt;. Acesso em: 28 fev. 2011.<\/p>\n<div align=\"right\"><div class=\"sharexyWidgetNoindexUniqueClassName\"><div id=\"shr_82686743\"><\/div><\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A maioria dos conceitos adotados pelos frameworks \u00e1geis nada possuem de novo. A principal diferen\u00e7a entre essas frameworks e\u00a0 as metodologias tradicionais s\u00e3o o enfoque e os valores. As frameworks \u00e1geis enfocam as pessoas e n\u00e3o os processos ou algoritmos como as metodologias tradicionais. 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