{"id":69,"date":"2011-12-14T20:02:32","date_gmt":"2011-12-14T23:02:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.semeru.com.br\/blog\/?p=69"},"modified":"2022-12-20T18:11:27","modified_gmt":"2022-12-20T21:11:27","slug":"o-sprint-e-os-artefatos-do-scrum","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.semeru.com.br\/blog\/o-sprint-e-os-artefatos-do-scrum\/","title":{"rendered":"O Sprint e os Artefatos do Scrum"},"content":{"rendered":"<p>No <em>Scrum<\/em> existem v\u00e1rios <em>Time-Boxes<\/em> que s\u00e3o utilizados para gerar regularidade. Os <em>Time-Boxes<\/em> mais importantes no Scrum s\u00e3o: a <em>sprint planing meeting<\/em>(planejamento de vers\u00e3o), o <em>sprint<\/em>, a <em>reuni\u00e3o di\u00e1ria<\/em>, a <em>revis\u00e3o do sprint <\/em>e a<em> retrospectiva do sprint<\/em>. O cora\u00e7\u00e3o do <em>scrum<\/em> para Schwaber (2010) \u00e9 o <em>sprint<\/em>, que \u00e9 uma itera\u00e7\u00e3o de um m\u00eas ou menos dentro da qual \u00e9 feito um esfor\u00e7o de desenvolvimento. Ao final de cada <em>sprint<\/em> tem se como resultado um pequeno <em>incremento de software<\/em> que \u00e9 potencialmente entreg\u00e1vel ap\u00f3s isto a equipe pode iniciar um novo <em>sprint<\/em>.<\/p>\n<p>O Scrum utiliza quatro artefatos principais. O <em>backlog de produto<\/em> que \u00e9 uma lista priorizada de tudo que pode ser necess\u00e1rio desenvolver em\u00a0 um software. O <em>backlog de sprint<\/em> que \u00e9 uma lista de tarefas\u00a0 priorizadas no <em>backlog de produto<\/em>\u00a0 e que ao final de uma <em>sprint<\/em>, resultar\u00e1 em um <em>incremento<\/em>. Um <em>burndown<\/em> que \u00e9 um gr\u00e1fico atrav\u00e9s do qual \u00e9 medido a velocidade do time. Um <em>burndown\u00a0 de release<\/em> que mede o <em>product backlog <\/em>restante ao longo do tempo de um plano de release. E um <em>burndown de sprint<\/em> mede os itens do <em>backlog de sprint<\/em> restantes ao longo do tempo de um<em> sprint<\/em> (SHWABER, 2010).<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" style=\"max-width: 85%;\" src=\"https:\/\/www.semeru.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/05\/Imagem1-1024x544.png\" alt=\"Agile: O Ciclo de vida do Scrum\" \/><\/p>\n<p>Figura 4 &#8211; O Ciclo de Vida da Metodologia Scrum<\/p>\n<p>Adaptado de: 3MONTHS, 2011<\/p>\n<p>A Figura 4 representa o ciclo de vida desenvolvimento de software utilizando a metodologia Scrum. Nela pode-se observar que o <em>product owner<\/em> e a equipe, baseados na vis\u00e3o inicial do produto, definem as hist\u00f3rias a serem desenvolvidas, ou seja o <em>backlog de produto<\/em>. Este por sua vez \u00e9 dividido em pequenas <em>\u201chist\u00f3rias\u201d<\/em> menores, pela equipe e pelo <em>product owner<\/em>. Posteriormente o <em>product owner<\/em> escolhe ent\u00e3o quais dessas hist\u00f3rias ser\u00e3o priorizadas para o <em>sprint<\/em> originando assim um <em>backlog de sprint<\/em>.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s definir-se o <em>backlog do<\/em> <em>sprint<\/em> a equipe realiza uma reuni\u00e3o na qual estabelece as suas metas durante o <em>sprint; <\/em>trata-se da <em>sprint plane meeting (reuni\u00e3o de planejamento do sprint<\/em>) onde estabelece suas metas durante o <em>sprint<\/em>. O pr\u00f3ximo passo da espiral representa o incremento produzido durante o <em>sprint<\/em>. \u00c9 nessa etapa que ocorre o desenvolvimento do produto. Uma vez que o novo incremento foi desenvolvido, devidamente testado e integrado ao sistema a equipe faz uma <em>revis\u00e3o do sprint<\/em> nela a equipe apresenta o que foi realizado durante o <em>sprint <\/em>e demonstra as novas funcionalidades incorporadas. O <em>product ownwer<\/em> testa, para verificar se o item atende suas expectativas e determina se a meta do <em>sprint <\/em>foi ou n\u00e3o atingida.<\/p>\n<p>O pr\u00f3ximo passo \u00e9 a <em>retrospectiva do sprint<\/em>, nela s\u00e3o levantados o que aconteceu de bom, o que foi ruim e o que deve melhorar. O objetivo dessa reuni\u00e3o \u00e9 trazer melhoria cont\u00ednua ao trabalho da equipe. Feito isso o <em>backlog de produto<\/em> \u00e9 atualizado e o ciclo \u00e9 reiniciado. Acima do circulo maior, que representa o <em>sprint<\/em>, tem se outro circulo menor que representa a itera\u00e7\u00e3o di\u00e1ria onde s\u00e3o cumpridas as metas di\u00e1rias que comp\u00f5em o <em>Sprint<\/em>. Durante o <em>sprint<\/em> di\u00e1rio, os membros do time fazem uma pequena reuni\u00e3o de 15 minutos (<em>reuni\u00e3o scrum di\u00e1ria<\/em>), sempre de p\u00e9, no mesmo hor\u00e1rio e local. Nela cada membro conta o que fez desde a \u00faltima <em>reuni\u00e3o<\/em> o que pretende fazer e se est\u00e1 tendo algum problema.<\/p>\n<p>De acordo com Kniberg (2007) o Scrum fornece bases para a gest\u00e3o do processo de desenvolvimento, mas n\u00e3o se preocupa com como ser\u00e1 feito o desenvolvimento. O XP por sua vez sugere as pr\u00e1ticas a serem seguidas para o desenvolvimento de um projeto e n\u00e3o se preocupa com a gest\u00e3o. Sendo assim muitas equipes \u00e1geis utilizam XP e Scrum juntos, onde um fornece boas pr\u00e1ticas de desenvolvimento e o outro, boas pr\u00e1ticas de gest\u00e3o. Devido a essa extensibilidade os autores agilistas tendem a adotar o termo framework e n\u00e3o metodologia quando se referem a elas.<\/p>\n<p>Novas metodologias surgem o tempo todo e as vezes pode parecer dificil escolher uma \u201ccorreta\u201d. Nesse sentido, Henrajani (2007) afirma que todo projeto deve ter alguma estrutura de processo b\u00e1sico que precisa seguir. N\u00e3o ter nenhum processo \u00e9 ruim, mas o excesso deles \u00e9 igualmente ruim. Sendo assim cabe a equipe encontrar o equilibrio correto, considerando as necessidades do cliente, o tamanho do projeto e as metas da equipe.<\/p>\n<h2>Treinamentos relacionados com essa postagem<\/h2>\n<p><a href=\"https:\/\/pub.erudio.com.br\/kr\/blog_agile\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><br \/>\n<img decoding=\"async\" style=\"max-width: 107%;\" title=\"Agile desmistificado com Scrum, XP, Kanban, Spotify e Trello\" src=\"https:\/\/raw.githubusercontent.com\/leandrocgsi\/blog-images\/main\/05-agile.png\" \/><br \/>\n<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/pub.erudio.com.br\/kr\/blog_trello\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> <img decoding=\"async\" style=\"max-width: 107%;\" title=\"Trello 2023: Gest\u00e3o Otimizada de Equipes e Projetos Pessoais\" src=\"https:\/\/raw.githubusercontent.com\/leandrocgsi\/blog-images\/main\/04-trello.png\" \/><br \/>\n<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/pub.erudio.com.br\/kr\/blog_spotify\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> <img decoding=\"async\" style=\"max-width: 107%;\" title=\"Spotify Engineering Culture Desmistificado\" src=\"https:\/\/raw.githubusercontent.com\/leandrocgsi\/blog-images\/main\/06-spotify.png\" \/><br \/>\n<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/pub.erudio.com.br\/kr\/blog_scrum_remote\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> <img decoding=\"async\" style=\"max-width: 107%;\" title=\"Agile e Scrum para Times em Home Office com Trello\" src=\"https:\/\/raw.githubusercontent.com\/leandrocgsi\/blog-images\/main\/23-scrum-remote.png\" \/><br \/>\n<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/pub.erudio.com.br\/kr\/blog_kanban_remote\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> <img decoding=\"async\" style=\"max-width: 107%;\" title=\"Agile e Kanban para Times em Home Office com Trello\" src=\"https:\/\/raw.githubusercontent.com\/leandrocgsi\/blog-images\/main\/21-kanban-remote.png\" \/><br \/>\n<\/a><\/p>\n<h2>Refer\u00eancias:<\/h2>\n<p>SCHWABER, Ken. <strong>Guia do Scrum<\/strong>. Scrum Alliance, 2010. Dispon\u00edvel em: &lt; http:\/\/www.scrum.org\/storage\/scrumguides\/Scrum%20Guide%20-%20PTBR.pdf &gt;\u00a0 acesso em 04 abr. 2011.<\/p>\n<p>3MONTHS. <strong>Project Lyfecycle.<\/strong> Dispon\u00edvel em: &lt; http:\/\/blog.3months.com\/wp-content\/uploads\/2010\/01\/project_lifecycle_v1cc.png &gt; acesso em: 04 abr. de 2011.<\/p>\n<p>HENRAJANI, Anil. <strong>Desenvolvimento \u00e1gil em Java com Spring, Hibernate e Eclipse<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Pearson Prentice Hall, 2007.<\/p>\n<p>KNIBERG, Henrik. <strong>Scrum e XP Direto DasTrincheiras: <\/strong>Como n\u00f3s fazemos Scrum. InfoQueue, 2007. Dispon\u00edvel em &lt; http:\/\/infoq.com\/br\/minibooks\/scrum-xp-fromthe-trenches &gt; Acesso em 14 nov. 2010.<\/p>\n<p>KNIBERG, Henrik; SKARIN, Mattias. <strong>Kanban e Scrum :<\/strong> Obtendo o Melhor de Ambos. InfoQueue, 2007. Dispon\u00edvel em &lt;http:\/\/www.infoq.com\/br\/minibooks\/kanban-scrum-minibook&gt; Acesso em 14 nov. 2010.<\/p>\n<div align=\"right\"><div class=\"sharexyWidgetNoindexUniqueClassName\"><div id=\"shr_58620570\"><\/div><\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Scrum existem v\u00e1rios Time-Boxes que s\u00e3o utilizados para gerar regularidade. Os Time-Boxes mais importantes no Scrum s\u00e3o: a sprint planing meeting(planejamento de vers\u00e3o), o sprint, a reuni\u00e3o di\u00e1ria, a revis\u00e3o do sprint e a retrospectiva do sprint. O cora\u00e7\u00e3o do scrum para Schwaber (2010) \u00e9 o sprint, que \u00e9 uma itera\u00e7\u00e3o de um m\u00eas [&#8230;]<\/p>\n<div align=\"right\">\n<div class=\"sharexyWidgetNoindexUniqueClassName\">\n<div id=\"shr_58620570\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[4,7,25,22,9,3,5,11,6,8,10],"tags":[126,122,41,124,42,130,125,127,129],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.semeru.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/69"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.semeru.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.semeru.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.semeru.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.semeru.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=69"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/www.semeru.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/69\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1371,"href":"https:\/\/www.semeru.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/69\/revisions\/1371"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.semeru.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=69"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.semeru.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=69"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.semeru.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=69"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}