Arquivo por categoria Comunicação

A Equipe e os Papéis do XP

Uma equipe XP deve reunir o máximo possível de habilidades técnicas e de negócio possiveis para desenvolver o software. A hierarquia entre os desenvolvedores deve ser rasa e não é recomendável estabelecer uma divisão de tarefas. Inicialmente as responsabilidades são distribuidas de acordo com as especialidades de cada um mas gradualmente, espera-se que essas especialidades sejam disseminada entre os membros da equipe para evitar a concentração de conhecimento e contribuir para o crescimento profissional de todos os membros da equipe. Apesar disso existem papéis que determinados membros da equipe podem assumir. Nesse sentido os papéis mais importantes do XP são:

• Os programadores que são maioria dos membros da equipe;
• O coach que geralmente é o programador mais experiente da equipe e deve assegurar que seus membros estejam executando as práticas propostas e garantir que a metodologia esteja sendo seguida;
• O tracker é o desenvolvedor responsável por prover informações referentes ao progresso do projeto e por mostrar pontos que devem ser melhorados. É da responsabilidade do tracker elaborar os radiadores de informação.
• Na metodologia XP o cliente é considerado parte da equipe visto que ele conhece as regras do negócio, consegue definir prioridades funcionais do software e além de prover feedback do processo de desenvolvimento. Recomenda-se que o cliente esteja presente o tempo todo. Quando isto não for possivel o coach assume o papel de cliente proxy, responsabilizando-se por repassar informações ao cliente real.

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3G: Os Serviços de Telefonia Móvel e a Tecnologia 3G

Olá pessoal, vasculhando o Google aqui descobri um artigo que eu e alguns colegas meus escrevemos a um bom tempo. Era 2008 e eu estava no meu 1° período de sistemas de informação. Daqueles 4 colegas originais só restam eu e mais um que está desenvolvendo o projeto ERUDIO comigo, os demais desistiram. Ele estava originalmente postado no Knol que o Google fez o favor de descontinuar. Segue abaixo uma réplica do artigo.

Autoria

Fabio Ribeiro Martins,  Fábio Antonio dos Reis Peres, Kéllyson Gonçalves da Silva,  Leandro da Costa Gonçalves.

Resumo

O artigo seguir trata do surgimento de uma tecnologia que está revolucionando o mercado mundial de telecomunicações, a 3G. O texto aborda as características, benefícios e outros pontos de uma maneira clara e objetiva, com o intuito de levar o leitor a interessar-se pelo assunto.

Palavras-chave:
Comunicação móvel, 3G, células, tecnologia, telecomunicações.
 
Introdução

A ascensão das tecnologias dos sistemas de comunicação móvel, o estudo destes sistemas e tecnologias tornou-se muito importante na atualidade. Dessa forma podemos ter perspectivas de mercado bem como entender o que envolve a tecnologia relacionada a estas tendências. Baseando se em uma pesquisa web-gráfica,  este artigo discute a respeito da tecnologia 3G que está sendo implantada em escala global. Entretanto para que o leitor tenha uma maior compreensão do texto retrocedemos um pouco até a 1G e 2G.

O Conceito de Célula

Os telefones móveis baseados em radiofreqüência foram utilizados para a comunicação marítima e militar desde as primeiras décadas do século XX.[1] Utilizava-se um transmissor de alta potência no topo de um edifício alto que tinha apenas um canal de transmissão e recepção. Para falar, o usuário deveria pressionar um botão que habilitava o transmissor e desabilitava o receptor. Este sistema ficou conhecido como push-to-talk, e foram instalados em diversas cidades no final dos anos 50.

Em 1947 a Bell Company, da AT&T, desenvolveu um sistema que utilizava o conceito de células, mas a área coberta era pequena e com o agravante de possibilitar apenas 23 comunicações. Todavia trouxe um grande avanço à telefonia móvel. Em 1973 alguns carros de polícia estavam equipados com dispositivos móveis de comunicação. Ainda em 1973, a Motorola lançou um dispositivo móvel de comunicação externa ao veículo para a comunicação pessoal. Este mecanismo foi testado em 1979 por 200 pessoas em Chicago, mas foi somente em 1983 que surgiu o primeiro telefone celular aprovado pela Federal Communication Commission (FCC).

O conceito de células nada mais é que a divisão de um dado espaço geográfico em pequenas áreas onde cada uma delas utiliza um conjunto de sinais de radiofreqüência, diferentes entre si, que se associam  à transmissores de baixa potência. Uma estação base  consiste de um computador e um transmissor/receptor, ligados a uma antena. As células são distribuídas em conjuntos contendo cada uma sete unidades, onde cada unidade opera em um grupo de freqüências específicas, o que permite melhor aproveitamento dessas. Este melhor aproveitamento é um conceito fundamental para a utilização eficiente do espectro[2], entretanto tem se a restrição de que essas freqüências não devem se repetir nas células adjacentes. A figura abaixo busca ilustrar como funciona este esquema.

Fonte: A Telefonia Celular [3]

Cada célula possui sua estação base que é responsável pela realização das chamadas vindas ou destinadas aos telefones móveis localizados em cada célula. A estação base é ainda o elo entre os telefones móveis e o restante do sistema. Quando um usuário, por exemplo, deixa a célula 3 em direção a 4, a estação base questiona as estações vizinhas  quanto à qualidade de sinal que estas estão obtendo do aparelho, realizando assim a transferência do mesmo para a estação de melhor sinal. Quando alguém se desloca por uma cidade, o sinal do telefone passa de uma célula a outra sem sofrer falhas ou interrupções no sinal. “Esse processo de transferência automática de uma célula para a outra é denominado de handoff.[4]

Até hoje o sistema de telefonia móvel utiliza-se do conceito de células.

A Primeira Geração “1G” e a tecnologia analógica

A primeira geração de telefonia móvel comercial, permitia apenas a transmissão de voz. Caracterizava-se ainda, principalmente por basear-se em tecnologia analógica (AMPS – com uma taxa de transferência de apenas 9.600 bps), pela baixa capacidade espectral e pela facilidade de interceptação das conversações. Por esses motivos, além da falta de padronização dos sistemas europeus houve a necessidade de se desenvolver uma tecnologia capaz de superar estas deficiências. A 1G baseava-se na tecnologia AMPS:

“[…] tecnologia de celulares, formada por sistemas analógicos e utiliza em seus canais a modulação FM, a comunicação da AMPS é dividida em canais de RF onde cada canal consiste em um par de freqüências de transmissão e recepção de 30 KHz de banda cada. Cada banda ocupa 12,5 MHz e é composta por 416 canais, sendo 21 canais de controle e o restante de voz, quando um canal de voz é alocado permanece dedicado a uma chamada durante toda a sua duração. Após a implantação dos sistemas digitais o AMPS, passou a ser utilizado para compatibilizar a cobertura dos sistemas TDMA e CDMA, que por convenção são duais sendo TDMA/AMPS e CDMA/AMPS, assim quando não há alcance do sinal digital o sinal AMPS passa a operar automaticamente, pelo seu alcance, apesar do alto consumo, permitindo a utilização em roaming de operadora com o sistema digital concorrente.[5]

A solução foi o desenvolvimento da denominada Segunda Geração “2G”. Era uma tecnologia um pouco melhor possibilitava mais recursos. Entretanto, como veremos adiante, a incompatibilidade entre as redes persistiu e junto com ela a necessidade de criar uma tecnologia que unificasse todas as redes.

A Segunda Geração “2G” e as novas tendências tecnológicas

A Segunda Geração (2G) é utilizada atualmente na maior parte do mundo[6], sendo ela totalmente digital e caracteriza-se por ter três padrões tecnológicos não compatíveis entre si: o CDMA (Code Division Multiple Access), o TDMA (Time Division Multiple Access) e o GSM (Global Standard Mobile). Antes de aprofundarmos no assunto 2G é conveniente verificar como funcionam essas três modalidades de comunicação utilizadas por esta geração.

“TDMA ou D-AMPS, mantém toda a estrutura de canalização do AMPS, contudo permite que um canal seja dividido em até seis intervalos de tempo e compartilhado um único canal comunicar-se entre seis aparelhos, assim cada usuário ocupa uma determinada unidade de tempo em uma única transmissão, o que em teoria impede problemas de interferência. […] O CDMA é baseado na distribuição por códigos, onde cada comunicação é diferenciada das demais através de um código que lhe é atribuído na abertura da comunicação de um aparelho. […] O GSM consiste na utilização de um pequeno chip, o SIM (Subscriber Identity Module) Card com a função de armazenar todos os dados do usuário, de sua agenda pessoal à seu código de autenticação, que nas modelagens anteriores era integrada no aparelho, ou seja, o SIM Card que da ao celular a sua identidade, apenas quando alocados no aparelho o dispositivo móvel estará plena operação[7]”.

Como a primeira geração a 2G também se utilizava do roaming e handrover entre as células. A 2G transmitia os dados digitalizando o sinal analógico (TDMA, CDMA, GSM) com uma taxa de transferência de 14.4Kbps. Foi feita uma implementação para atender a novas necessidades surgindo daí a tecnologia intermediaria 2.5G para suportar o padrão WAP (Wireless Application Protocol) de acesso a dados por comunicações GPRS (General Packet Radio Service) e EDGE (Enhanced Data rates for GSM Evolution) com taxas de transferência de dados de até 115kbps, a especificação WAP, criado para possibilitar serviços similares a um browser de web, para telefones móveis, no inicio de sua implantação foi subestimado devido às limitações encontradas tanto no seu uso quanto em sua interface, com o advento evolutivo para a WAP 2.0 e sua interpretação de códigos de WML para XML houve uma melhora considerável, mas ainda assim seu uso continuou limitado pela velocidade de transferência de dados e interface pouco amigável.

A comunicação é feita através de ondas eletromagnéticas que permite a transmissão em duas direções de voz e dados, em uma área geográfica dividida em células, cada uma servida por um transmissor/receptor, sendo completamente digital. Essa geração caracteriza-se por três padrões tecnológicos, incompatíveis entre si: CDMA, TDMA, GSM.

Entretanto, todos os moldes de comunicação digitais têm certas semelhanças entre si. Os sistemas TDMA, CDMA e GSM com a tecnologia digital permitiram além da melhoria da qualidade de voz, também capacidades de criptografia bem como identificador de chamadas, chamada em espera, siga-me e conferência além de mensagens SMS.

Pelo fato do sistema AMPS estar ainda amplamente aplicada nos Estados Unidos, durante a migração para a segunda geração foram desenvolvidos sistemas compatíveis com a primeira, operavam tanto na freqüência de 800MHz (AMPS) quanto 1900MHz que além da compatibilidade beneficiaram a utilização em áreas cobertas por outros sistemas, com exceção da GSM, e é nesse período que iniciaram os acessos a internet através do sistema WAP. Além do mais os sistemas 2G permitiram uma considerável economia de energia dos aparelhos em relação ao AMPS, pois a transmissão de atividade funcional não era executada de forma continua pelo aparelho.

Entretanto o objetivo de unificar as redes ainda não era realidade daí a necessidade do desenvolvimento da terceira geração.

A Terceira Geração “3G” e o “fim das fronteiras”

A 3ª Geração (3G) de redes celulares utiliza a tecnologia WCDMA (acesso múltiplo por divisão do código Wideband). A tecnologia WCDMA possui as seguintes características:

1.      “Sustentação da transmissão elevada da taxa de dados;

2.       Flexibilidade elevada do serviço;

3.       Duplex da divisão da freqüência (FDD) e duplex da divisão de Tempo (TDD).

4.       Construído na sustentação para a capacidade futura e na cobertura que realça tecnologias gostar de antenas adaptáveis, de estruturas avançadas do receptor e de diversidade do transmissor.

5.       Acesso eficiente do pacote”.

O sistema WCDMA possibilita uma velocidade de transmissão[8] de 10Mb/s em média, mas há quem diga que pode chegar até a 14,4 Mbps. Resumindo, uma velocidade muito maior, proporcionando, por exemplo, que uma música baixada em uns 18 min nos aparelhos 2G leve apenas 1 min num 3G. Considerando todas essas vantagens mais de 260 operadoras em todo o mundo já adotaram esta tecnologia. A 3G, Terceira Geração de Celulares, já é real em várias partes do mundo e agora começa a chegar ao Brasil, que desde 2004 dispõe dessa tecnologia, que tem como taxas de pico de transmissão de dados 2,4 Mbps (CDMA2000).

As origens da 3G estão relacionadas a decisões tomadas em meados de 1993. Nessa época a maioria das operadoras européias havia migrado para a tecnologia GSM. Entretanto hoje a tecnologia GSM não consegue oferecer a conectividade em alta velocidade exigida hoje. Na América do Norte, onde se utilizava a tecnologia analógica AMPS (Advanced Mobile Phone Service), os celulares atingiram tamanha popularidade que as redes wireless às vezes atingiam sua capacidade máxima, resultando em quedas ou bloqueios de chamada. Então as operadoras decidiram migrar para a tecnologia digital por esta ter maior capacidade. Nessa época havia três padrões disponíveis – TDMA, CDMA e GSM. Cada padrão era fortemente suportado pelos seus próprios proponentes, fazendo com que os três fossem implantados por várias operadoras. O resultado foram redes diferentes entre si o que tornava a compatibilidade entre toda a América do Norte impossível.

Numa tentativa de padronizar as futuras comunicações digitais wireless e tornar o roaming global possível utilizando-se o mesmo aparelho de telefone, a UIT (União Internacional de Telecomunicações), unificou os padrões para as futuras redes wireless a partir de 1999.

“Chamada International Móbile Telecommunications-2000 (IMT-2000), que posteriormente passou ser conhecida como 3G, a iniciativa lançou os requisitos para as redes wireless da próxima geração:

Ø                Incremento de capacidade sistêmica

Ø                Compatibilidade reversa com sistemas da geração anterior (2G)

Ø                Suporte a aplicações multimídia

Ø                Serviços de dados por pacotes em alta velocidade, que atendiam a critérios específicos de velocidade de transferência de dados

As velocidades de transmissão de dados foram também propostas:

Ø                2Mbps em ambientes fixos e no interior de prédios

Ø                384 kbps em situações de baixa mobilidade e ambientes urbanos

Ø                144 kbps em ambientes de alta mobilidade e amplos

Ø                Taxas de dados variáveis para atendimento a grandes regiões geográficas (via satélite)[9]

A UIT fez com que as diferentes operadoras trabalhassem em conjunto no desenvolvimento de uma tecnologia capaz de oferecer ampla gama de serviços em escala global. Com o passar do tempo, o conceito IMT-2000 evoluiu de um padrão único para uma família de padrões. Os dois padrões 3G mais amplamente aceitos e implantados aprovados pela UIT, hoje – CDMA2000 e WCDMA (UMTS).

A 3G utiliza-se de duas modalidades de comunicação de telefonia móvel, conhecidas como TDD (Time Divisor Duplex) e FDD (Frequency Divisor Duplex):

“        TDD é um método semelhante ao funcionamento do TDMA, onde as transmissões do uplink e do downlink são carregadas na mesma faixa de freqüência, usando intervalos sincronizados dos períodos. Assim os intervalos do tempo são divididos tanto na transmissão quanto na recepção. […] FDD é um método semelhante ao funcionamento do AMPS, onde as transmissões do uplink e do downlink empregam duas faixas de freqüência distintas e especificados é atribuído para uma única conexão[10]”.

Com o fato de ambas as modalidades de comunicação integrarem os telefones móveis 3G, quando o aparelho passar de uma posição geográfica onde seja adotada uma modalidade disponível diferente, permite a realocação automática da modalidade de transmissão, fazendo uso do espectro disponível de forma eficiente e sem que haja incompatibilidade.

Os serviços da 3G podem operar tanto nas freqüências que as operadoras de celulares já possuem (como em 800 MHz e 1800MHz), quanto em freqüências destinadas para a tecnologia 3G (2.1 GHz).

Benefícios da 3G

A tecnologia 3G permite aos consumidores e a profissionais não apenas vivenciarem excelente qualidade de voz, mas uma vasta gama de serviços como internet banda larga, Fazer downloads sem fio de aplicativos, e-mail via celular, serviços de multimídia (vídeo e áudio, HDTV, jogos tridimensionais e/ou em tempo real, fotos digitais e videoclipes captados e exibidos em aparelhos celulares) e ainda falar e ver a outra pessoa ao mesmo tempo. Tudo isso na hora em que se quiser e onde houver serviços de telefonia móvel, além do mais, num único aparelho. Típico dos desenhos futuristas do passado não?

Na Ásia já é muito utilizado o serviço de localização e de emergência de alta precisão, que permite encontrar shoppings, restaurantes, etc. Excelente para executivos que vivem viajando mundo afora e para os quais time is money.  O negócio tem sido tão rentável que só no Japão, foram vendidos 3,5 milhões de celulares com TV em um ano!

As empresas podem utilizar as capacidades da 3G para conquistar vantagens competitivas, tais como maior produtividade, agilidade de processos, melhores serviços ao cliente e comunicações mais perfeitas. As equipes de trabalho podem essencialmente trabalhar em qualquer lugar, a qualquer hora. Ruptura de fronteiras já que onde a tecnologia convencional não chegou ainda. A tecnologia 3G abre ainda uma enorme gama de oportunidades para desenvolvedores de aplicativos e provedores de conteúdo.

O organograma abaixo ilustra bem a gama de possibilidades geradas pela 3G.

 

Fonte: Tecnologia Wireless 3G: Qualcomm Brasil[11]

 

Vocês devem estar se perguntando; com todas essas vantagens e a tecnologia já existe desde 1999 por que demorou tanto pra sair do Japão e se difundir por todo o mundo? O principal motivo pelo qual a 3G não se difundiu rapidamente é que a complexidade técnica do telefone 3G depende da sua necessidade da mudança ou da compatibilidade das redes já utilizadas pele 2G. Nos Japão e na Coréia do Sul, não havia necessidade de grandes mudanças nos velhos sistemas. Na Europa e na América, os fabricantes e operadores de rede tiveram que desenvolver telefones móveis para 3G que operassem em redes 2G e 3G (por exemplo, WCDMA e GSM), que acrescentou à complexidade, tamanho, peso e custo ao aparelho e aos sistemas de transmissão. Por isso, inicialmente os telefones europeus WCDMA foram significativamente maiores e mais pesados que telefones WCDMA do mercado japonês.

Embora 3G tenha sido introduzida com sucesso para usuários da Europa, Austrália, Ásia, América do Sul, América do Norte e da África, algumas questões ainda estão em debate pelos fornecedores e os utilizadores 3G:

  • “Enormes custos para o para o serviço de licenças de espectro para 3G.
  • ·                   Muitas diferenças em termos de licença.
  • ·                   Dívidas dificultam construção da infra-estrutura necessária para 3G.
  • ·                   Falta de apoio dos Estados…
  • ·                   Falta de compatibilidade entre redes 2G e 3G.
  • ·                   Alta dos preços dos serviços móveis[12]“.

TV no celular[13]

Uma das evoluções mais aguardadas pelos usuários da telefonia 3G é a possibilidade de se assistir TV no celular. Isto considerando que foi implantada da TV digital no Brasil que pode enviar com uma potência muito maior seus sinais para aparelhos móveis, diferente do sinal analógico. Juntando isso a Rede 3G, que pode enviar e receber dados em alta velocidade. Entretanto, a TV no celular não é nenhuma novidade para os brasileiros, afinal, desde 2003 algumas operadoras já ofereciam este serviço, mas devido à tecnologia usada (CDMA e GSM), não era tão eficiente o sinal recebido, e o serviço tinha uma tarifa muito alta, além de oferecer poucos canais. Provavelmente, poderiam ocorrer “travadas” que dificultariam a visualização do conteúdo.

Aí entra a 3G que possibilita captar emissoras da TV Fechada, pois o alcance e qualidade da mesma é muito maior com relação ao sinal analógico. Obviamente este serviço é caro levando em conta que os canais são fechados. Por isso os usuários da telefonia 3G esperam a chegada da TV aberta no celular, pois diferente da TV Fechada, o serviço não seria tarifado. Algumas emissoras que já lançaram seu sinal digital, como Globo, SBT e RedeTV!, mas como o sistema HDTV e a 3G ainda está em fase inicial no Brasil, e a TV Digital somente é possível em três capitais (São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte), o serviço ainda não é prestado para todos os clientes.

A Quarta Geração “4G”, um ponto de convergência

Embora a 3G ainda não tenha, a rigor, chegado, já se pensa na 4G [14]. Por volta de 1999, quando a UIT nem bem havia concluído a definição dos padrões básicos da 3G, os vanguardeiros da pesquisa já começavam trabalho de prospecção e análise das aspirações de corporações potencialmente interessadas e usuárias dos futuros serviços.

Entre os especialistas, uma das pessoas com maior conhecimento e visão mais abrangente sobre o estado da arte das pesquisas de 4G é Jane Zweig, presidente do Shostek Group, que comanda uma equipe de consultores inteiramente dedicada ao futuro das comunicações wireless. Segundo ela “A quarta geração ainda é apenas um conceito, pois não existe ainda nenhum padrão em desenvolvimento. Nem sequer a definição mundialmente aceita do que deva ser essa quarta geração. Isto não quer dizer, entretanto, que não tenha havido significativos avanços rumo à 4G nos últimos dois anos”.

Guardando segredo quanto ao estado atual das pesquisas, cientistas e pesquisadores de empresas como a NTT-DoCoMo[15], revelam que, por volta de 2010 ou 2012, a velocidade de transmissão dos celulares poderá alcançar velocidades da ordem de 100 Megabits por segundo, o que corresponde a mais de 40 vezes a 3G, que começam a chegar ao mercado. A NTT-DoCoMo instalou seu primeiro laboratório de pesquisas para a 4G em Pequim, na China. E os grandes fabricantes de aparelhos celulares – como Alcatel, Ericsson, Motorola, Nokia e Siemens – formaram uma associação, a Wireless World Research Forum (WWRF), para promover a quarta geração.

Com a maturação da 4G, por volta de 2015, a convergência digital estará entrando na era da computação sem limites, ou pervasing computing. Por intermédio da radiofreqüência, falarão entre si não apenas telefones fixos e celulares, mas, laptops, palmtops, PDA’s, câmeras digitais, caixas eletrônicos, pontos de venda, receptores de TV, automóveis e terminais de todos os tipos de serviços de comunicações. Espera-se que a nova rede é que seja capaz de unir todas as redes (algumas delas utilizando espectro licenciado e outras, não), atuando como uma espécie de mediadora de todos os sistemas de comunicações. Isso abrirá a possibilidade de interligação e comunicação entre todas as máquinas eletrônicas e computadores do mundo.

A 4G deverá integrar as chamadas redes pessoais ou Personal Area Networks, como a rede Bluetooth, para curtas distâncias. Resumindo, a 4G deverá significar “tudo poderá funcionar em todo lugar”. Os especialistas que trabalham no desenvolvimento da 4G imaginam, então, que a nova rede deva ser capaz de interagir em especial com o conteúdo de informação baseada na internet.

Empresas do ramo de web têm acelerado o interesse por essa computação sem limites. Os organismos incumbidos da padronização da internet estão também explorando conceitos de apoio, incluindo a linguagem XML, como sucessora da HTML. Vale destacar também que a condição básica de interoperabilidade da internet tem sido a adoção padrões universais, tais como o protocolo IP, a linguagem HTML que permite a formação da “teia mundial”. Da mesma forma, a integração das redes móveis de 4G com a internet dependerá da adoção de características universais.

Conclusão

Em um período relativamente pequeno de tempo os sistemas de telecomunicação móveis passaram por rápidas mudanças. E toda essa evolução só foi possibilitada pela utilização do conceito de células, bem como da evolução do aparato tecnológico e do bom aproveitamento do espectro. Portanto é importante que se façam estudos a respeito dessa tecnologia a fim de que possamos melhor utilizar esses recursos e quem sabe até contribuir para sua evolução.

A princípio era somente a voz (vide gráfico abaixo), depois a voz e os dados, os e-mails, SMS e por fim uma gama enorme de recursos. Pode-se perceber que, as tecnologias relacionadas à telefonia móvel avançam a uma velocidade incrível, muitas vezes não imaginada. Será que cenas como as dos filmes Blade Runner, Akira, Os 12 Macacos ou Matrix ficarão para sempre na ficção ou será que não podemos sonhar por apenas um momento, que assim como o ser humano foi capaz de criar tais tecnologias ele também seja capaz de ir além e imitar mesmo que de longe a ficção?

 

Fonte: Cenário Tecnológico nas Mídias de Comunicação Social [16]

 

Junto a essas inovações sempre tem surgido novas possibilidades comercias e até mesmo retrocessos em alguns pontos. Por exemplo, a tendência de diminuição dos displays tem mudado e até mesmo revertido, como mostra a Wikipedia[17], devido à expansão da TV no celular. O caminho para a integração está aberto e no futuro não será nenhuma surpresa a “integração eletrônica”.

Referências


[1] TANENBAUM,Andrew S. Redes de Computadores. 3 ed. Rio de Janeiro: Campus,1997. p.179.

[2] “Espectro” é uma faixa contínua de freqüências. Estas são geralmente expressas em hertz (Hz), kiloherz (kHz) ou megahertz (MHz). Por exemplo, 30-300 Hz é uma faixa de freqüências. E 30-300 Hz, 300-3000 Hz, 3-30 kHz, 30-300 kHz e 300-3000 kHz compõem um espectro.

[3] Filho, André Cerqueira; Pinto, Márcio Belmonte; A Telefonia Celular: FRB – Faculdade de Salvador. Disponível em << http://www.frb.br/ciente/Impressa/Info/I.6.Filho,ALPC.TELEFONIACELULAR.pdf >> Acesso em 28 de Novembro de 2008.

[4] Idem. p.3.

[5] Dean Piva, Mauricio Teixeira, Rodrigo Beloni, Thiago Capuano. A Evolução Para A Tecnologia 3G. Disponível em << http://d.scribd.com/docs/u58rgb6j0qo17gsmnp3.pdf >> Acesso em 28 de Novembro de 2008.

[6] Vilas Boas, Aurélio; Katumata Beatriz B; Cestari, Marcelo M; Redes Celulares: Centro Federal de educação Tecnológica de Mato Grosso. Disponível em: <<http://www.getec.cefetmt.br/~ruy/2007/pos/wireless/trabalhos_alunos/ celular_art .pdf >> Acesso em 26 de Novembro de 2008

[7] Dean Piva, Mauricio Teixeira, Rodrigo Beloni, Thiago Capuano. A Evolução Para A Tecnologia 3G. Disponível em << http://d.scribd.com/docs/u58rgb6j0qo17gsmnp3.pdf >> Acesso em 28 de Novembro de 2008

[8] Disponível em << http://vacah.com/2008/05/18/o-que-e-tecnologia-3g/>> Acesso em 28 de Novembro de 2008.

[9] Tecnologia Wireless 3G: Qualcomm Brasil. Disponível em <<http://www.qualcomm.com.br/media/pdf/QCOM_Brazil_3G_Overview.pdf  >> Acesso em 28 de Novembro de 2008.

[10] Dean Piva, Mauricio Teixeira, Rodrigo Beloni, Thiago Capuano. A Evolução Para A Tecnologia 3G. Disponível em << http://d.scribd.com/docs/u58rgb6j0qo17gsmnp3.pdf >> Acesso em 28 de Novembro de 2008.

[11] Idem.

[12] Tecnologia 3G. Disponível em << http://pt.wikipedia.org/wiki/3G >> Acesso em 01 de Dezembro de 2008.

[13] Idem.

[14] Este tópico do texto se baseia no artigo: A computação sem limites, via celular. Disponível em <<http://ftp.mct.gov.br/Temas/info/Imprensa/Noticias_3/Telecom_3.htm >> Acesso em 25 de Novembro de 2008.

[15] Operadora gigante da telefonia celular japonesa.

[16] BITTENCOURT, Fernando. Cenário Tecnológico nas Mídias de Comunicação Social. Disponível em <<http://webthes.senado.gov.br/silo/palestra/CCS20030630-Fernando.pdf >> Acesso em 01 de Dezembro de 2008.

[17] Tecnologia 3G. Disponível em << http://pt.wikipedia.org/wiki/3G >> Acesso em 01 de Dezembro de 2008.

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